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Câncer digestivo, tudo o que você precisa saber

Segundo estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer) cerca de 19.603 pessoas faleceram de câncer do aparelho digestivo em 2018. Certamente, isto representa uma situação preocupante, visto que a estimativa era de cerca de 40.990 novos casos até o final de 2020.

A projeção é que para cada ano ocorram, no total, aproximadamente 625 mil casos novos de câncer (450 mil, sem considerar os casos de câncer de pele não melanoma). A publicação mostra que no Brasil, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais incidente na população (177 mil casos novos), seguido pelos cânceres de mama e próstata (66 mil cada), cólon e reto (41 mil), traqueia, brônquio e pulmão (30 mil) e estômago (21 mil).

A estimativa mundial do ano de 2018 apontou que ocorreram no mundo 18 milhões de casos novos de câncer (17 milhões sem contar os casos de câncer de pele não melanoma) e 9,6 milhões de óbitos (9,5 milhões excluindo os cânceres de pele não melanoma).

O que é câncer digestivo?

Quando falamos em câncer digestivo enquadram-se tumores em diversos órgãos. São, então, caracterizados como câncer do aparelho digestivo, os seguintes:

  • Câncer de esôfago 11.390 novos casos em 2020;
  • Câncer de estômago 21.170 casos em 2020;
  • Câncer de fígado 10. 550 casos em 2020;
  • Câncer colorretal 41.010 novos casos 2020;
  • Câncer de vesícula biliar;
  • Câncer de pâncreas;
  • Câncer de intestino delgado;
  • Câncer de apêndice cecal;
  • Câncer de ânus.

Alguns sinais e sintomas são considerados de alarme, ou seja, que indicam a necessidade de uma avaliação especializada. Entre eles podemos destacar:

  • Perda de peso;
  • Dor abdominal;
  • Má digestão;
  • Dificuldade para se alimentar;
  • Alteração do hábito intestinal;
  • Sangramento nas fezes;
  • Alteração da coloração de fezes ou urina;
  • Perda de apetite;
  • Sensação de massa, tumor ou nódulo no abdome ou no ânus.

Tem como prevenir a doença?

A prevenção do câncer digestivo parte de uma qualidade de vida a longo prazo. Estes dados alertam para os cuidados da nossa saúde, principalmente hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos, já que estes auxiliam na prevenção deste tipo de câncer.

Sabe-se que entre os principais fatores de riscos estão:

  • Obesidade
  • Ingestão de alimentos embutidos, enlatados e carne vermelha
  • Tabagismo
  • Etilismo
  • Idade maior que 50 anos.

Hábitos saudáveis

Uma alimentação rica em fibras, com poucos alimentos industrializados, embutidos e carne vermelha, ajuda, por exemplo, na prevenção principalmente do câncer colorretal. Além disso, evitar consumo de álcool e tabaco ajuda prevenir câncer de esôfago, estômago pâncreas e fígado.

Assim como, a atividade física evita a obesidade e ajuda a reduzir riscos de câncer de fígado, colorretal e vesícula biliar. Nesse sentido, o acompanhamento médico regular principalmente após os 40 anos, ajuda a prevenir ou detectar precocemente lesões que podem se tornar malignas, melhorando, dessa forma, o prognóstico.

Como diagnosticar

Existem inúmeros exames que possibilitam fazer o diagnóstico desses tipos de tumores, por isso, em cada caso é necessário um exame específico.

Dentre os exames mais importantes estão a endoscopia digestiva alta – um exame que possibilita a avaliação do esôfago, estômago e duodeno, permitindo desde o diagnóstico de lesões benignas (que ainda não se tornaram cânceres), até lesões malignas.

Também através desse exame pode-se fazer o diagnóstico por meio de biopsias e dessa forma, retirar lesões benignas e malignas quando estas são pequenas ou estão em fases iniciais.

Câncer digestivo

Outro exame é a colonoscopia, já que possibilita a avaliação do intestino grosso (cólon), porção terminal do intestino delgado (íleo), reto e canal anal. Da mesma forma, a colonoscopia permite a realização de diagnóstico e tratamento de lesões benignas e malignas em fases iniciais.

A Ecografia de abdome, por sua vez, é um exame que possibilita a avaliação do fígado, pâncreas, vesícula biliar e alguma massa tumoral em algum outro órgão.

O exame de Ecoendoscopia permite avaliar tumores no fígado, estômago, esôfago, duodeno, pâncreas e vesícula biliar. Além disso, possibilita a realização de biopsias em locais de difícil acesso.

Também podemos citar outros exames que possibilitam o diagnóstico, como por exemplo, a Tomografia Computadorizada, a Enteroscopia e a Ressonância Magnética.

Tipos de tratamento

O tratamento varia dependendo da fase que se encontra a doença. Em fases iniciais, por exemplo, a cirurgia pode ser realizada através de procedimentos minimamente invasivos, com o auxílio de terapias endoscópicas e por videolaparoscopia.

Em fases mais avançadas são necessários procedimentos cirúrgicos mais avançados com remoção de gânglios (linfadenectomia) e margens cirúrgicas maiores.

Em relação à quimioterapia e radioterapia, nem todos os pacientes com câncer terão que realizar, por isso, é uma tomada de decisão individualizada.

Previna-se do câncer digestivo

Quando trabalhamos com a prevenção de uma doença, principalmente do câncer digestivo, optamos por uma vida de qualidade para aproveitar ao lado de quem amamos.

Por isso, ao menor sinal de qualquer sintoma busque um especialista preparado para realizar o diagnóstico preventivo e o tratamento.

Câncer digestivo

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